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Marketplaces respondem por 87% das vendas online globais, diz estudo

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Os marketplaces estão cada vez mais dominando o comércio eletrônico global. Um novo estudo aponta que essas plataformas devem concentrar 87% de toda a receita das vendas online no mundo até 2026, mostrando como esse modelo de negócio se consolidou como o principal motor do e-commerce moderno.

A informação faz parte do relatório Global eCommerce Outlook 2026, elaborado pela empresa de pesquisa ECDB. O estudo apresenta uma visão detalhada sobre o crescimento do comércio eletrônico e revela que o setor caminha para um novo patamar de estabilidade após anos marcados por oscilações causadas pela pandemia.

Segundo o levantamento, o comércio eletrônico mundial deve ultrapassar US$ 5 trilhões em receita pela primeira vez em 2026, reforçando a importância das plataformas digitais na economia global.

Crescimento do e-commerce global continua forte

O estudo mostra que o e-commerce segue em expansão, mesmo após o crescimento acelerado durante o período da pandemia. A previsão é que a receita global do comércio eletrônico alcance US$ 5,36 trilhões em 2026, superando os US$ 4,94 trilhões estimados para 2025.

Apesar do avanço, o ritmo de crescimento deve ser mais moderado em comparação com os anos anteriores. O relatório aponta que o setor deve crescer 9,8% em 2025 e 8,6% em 2026.

Entre 2017 e 2024, o mercado registrou uma taxa média anual de 14%, impulsionada principalmente pelas mudanças no comportamento do consumidor durante a crise sanitária da Covid-19. Nesse período, muitos consumidores passaram a comprar online com mais frequência, o que provocou um salto nas vendas digitais em todo o mundo.

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Agora, o cenário indica uma nova fase: o e-commerce continua crescendo, mas de forma mais equilibrada e previsível. Para analistas do setor, essa mudança mostra que o comércio eletrônico entrou em uma etapa de maturidade, com menos volatilidade e maior estabilidade.

Marketplaces concentram a maior parte das vendas online

baixados-1-1024x576 Marketplaces respondem por 87% das vendas online globais, diz estudo

Dentro desse cenário, os marketplaces se consolidam como os principais protagonistas do comércio eletrônico global. O relatório aponta que essas plataformas devem responder por 87% da receita mundial do e-commerce B2C de bens físicos em 2026, um leve aumento em relação aos 86% registrados em 2025.

Na prática, isso significa que quase nove em cada dez dólares gastos em compras online passam por marketplaces. Plataformas digitais como Amazon, Alibaba e Shopee são exemplos de empresas que lideram esse modelo de negócio e conectam milhões de consumidores a vendedores ao redor do mundo.

O sucesso dos marketplaces acontece porque eles oferecem diversas vantagens para consumidores e empresas. Entre os principais fatores estão:

  • Grande variedade de produtos em um único lugar
  • Facilidade de comparação de preços
  • Sistemas de pagamento integrados
  • Logística mais eficiente
  • Maior alcance para vendedores

Esse modelo permite que pequenas e médias empresas também tenham acesso a um público global sem precisar investir tanto em infraestrutura digital própria.

Lojas virtuais próprias perdem espaço

Enquanto os marketplaces avançam, as lojas virtuais próprias das empresas acabam ficando com uma parcela menor do mercado. De acordo com o relatório, esse modelo deve representar apenas 13% da receita global do e-commerce em 2026.

Isso acontece porque manter um e-commerce próprio exige investimentos maiores em tecnologia, marketing digital, logística e aquisição de clientes. Já os marketplaces oferecem uma estrutura pronta, com tráfego de consumidores e sistemas integrados de vendas.

Mesmo assim, muitas marcas continuam investindo em lojas online próprias para fortalecer o relacionamento direto com seus clientes e construir identidade de marca. No entanto, o estudo mostra que o peso das grandes plataformas digitais continuará crescendo nos próximos anos.

Brasil também segue a tendência dos marketplaces

O domínio dos marketplaces também se reflete no mercado brasileiro. Segundo dados do relatório, 71% das compras online no Brasil são realizadas por meio dessas plataformas.

Os sites próprios das lojas aparecem na segunda posição, com cerca de 20% das vendas, enquanto redes sociais e links diretos representam aproximadamente 8% das compras digitais.

Esse cenário mostra como os marketplaces se tornaram essenciais para o comércio eletrônico no país. Muitas empresas utilizam essas plataformas como principal canal de vendas online, aproveitando a grande base de consumidores que já utiliza esses serviços.

Além disso, o crescimento das plataformas digitais também impulsiona novos modelos de negócios, como o social commerce e as integrações com redes sociais, que permitem aos vendedores alcançar ainda mais clientes.

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Novo ciclo do e-commerce global

O relatório Global eCommerce Outlook 2026 aponta que o mercado de comércio eletrônico está entrando em uma fase de crescimento mais sustentável. Após anos de expansão acelerada e instabilidade, o setor passa por um processo de consolidação.

Nesse novo cenário, os marketplaces devem continuar liderando as vendas online e desempenhando um papel central na transformação digital do varejo global.

Para empresas e empreendedores, isso significa que estar presente nesses ecossistemas digitais se tornou praticamente indispensável para competir no mercado online.

Com bilhões de consumidores conectados e cada vez mais acostumados a comprar pela internet, a expectativa é que o comércio eletrônico continue crescendo nos próximos anos — e que os marketplaces permaneçam no centro dessa revolução digital.

O que você acha do domínio dos marketplaces no e-commerce?

Os marketplaces já representam a maior parte das vendas online no mundo e a tendência é que esse domínio continue crescendo nos próximos anos. Com plataformas cada vez mais completas e consumidores acostumados a comprar em grandes ecossistemas digitais, o comércio eletrônico global passa por uma transformação importante.

Mas essa mudança também levanta algumas questões: os marketplaces vão dominar totalmente o comércio online no futuro? Ou as lojas virtuais próprias ainda terão espaço para crescer?

Queremos saber sua opinião!
Você prefere comprar em marketplaces ou diretamente no site das lojas? Acredita que essas plataformas são melhores para consumidores e empresas?

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