A Black Friday sempre foi marcada pela disputa intensa entre o varejo físico e o digital. Porém, em 2025, um novo elemento está moldando o comportamento de compra dos brasileiros: a insegurança causada pelo aumento dos golpes online. Esse ambiente de risco tem levado muitos consumidores de volta às lojas presenciais, mudando a dinâmica do comércio justamente na semana mais aguardada do ano.
Um levantamento recente mostra que grande parte dos consumidores têm dificuldade em identificar fraudes criadas com ferramentas de inteligência artificial. A sofisticação das técnicas usadas pelos criminosos faz com que páginas falsas, anúncios e comunicações pareçam perfeitos, o que aumenta o risco exatamente no período de maior procura. Com isso, a desconfiança cresce, e muitos preferem abrir mão da conveniência do online para buscar segurança no ambiente físico.
A insegurança digital muda o comportamento de compra

A proximidade da Black Friday costuma elevar a expectativa pelas promoções e também acelerar a tomada de decisões de compra. Porém, esse fator emocional é justamente o que os golpistas exploram. Links enviados por mensagens, promoções exageradas e sites visualmente idênticos aos originais acabam enganando consumidores que, pressionados pelo preço ou pela urgência, acabam caindo em armadilhas digitais.
Esse cenário se reflete nas reclamações em plataformas de proteção ao consumidor, onde crescem os relatos de ofertas inexistentes, páginas falsas e golpes relacionados a datas promocionais. A percepção do público é clara: a vulnerabilidade aumentou, e errar custa caro. Com renda apertada e juros elevados, o consumidor não pode se dar ao luxo de perder dinheiro — e isso faz toda a diferença na hora de decidir onde comprar na Black Friday.
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O que diz Edu Neves, CEO do Reclame AQUI, sobre a volta às lojas físicas
Edu Neves, CEO do Reclame AQUI, afirma que o ambiente de insegurança digital está, sim, levando muitos consumidores de volta às lojas físicas — e de forma muito evidente. Segundo ele, quando o comércio online se torna arriscado, parte do público prefere migrar para o varejo presencial como forma de proteção. Muitas pessoas escolhem ir até a loja “para não cair em golpe”, abrindo mão da conveniência do digital em troca de mais segurança e previsibilidade.
Neves explica que esse comportamento impacta diretamente o e-commerce, reduzindo a conversão e aumentando a desconfiança na hora de finalizar uma compra. Quando a confiança diminui, o carrinho simplesmente não fecha. Embora seja um movimento temporário, o CEO destaca que ele é significativo e mostra que o varejo físico sempre recupera força quando o ambiente digital fica turbulento — especialmente em períodos de alta demanda, como a Black Friday.
Quando o digital desacelera, o físico ganha força
O efeito dessa insegurança já pode ser sentido. Parte significativa do público decidiu voltar às lojas físicas na Black Friday, buscando a segurança de ver o produto, confirmar a oferta e finalizar a compra sem risco de páginas falsas ou golpes digitais. Essa migração afeta diretamente o e-commerce, que depende da confiança para converter visitas em vendas. Quando a confiança cai, o carrinho simplesmente não fecha.
No comércio virtual, isso se traduz em margens pressionadas, abandono de carrinho e necessidade de investimentos maiores em segurança e transparência. As empresas precisam informar claramente seus canais oficiais, detalhar suas ofertas e reforçar a comunicação para reduzir a confusão causada por fraudes que imitam suas marcas.
Como o varejo e o consumidor podem se proteger na Black Friday
Mesmo com o aumento dos golpes online, é possível comprar com segurança na Black Friday, tanto no e-commerce quanto nas lojas físicas. Para o varejo, a regra é clara: comunicação direta e transparente. Definir quais mensagens são oficiais, quais canais são usados e como o cliente pode verificar uma oferta ajuda a reduzir riscos e cria um padrão fácil de identificar.
Para o consumidor, os cuidados essenciais continuam indispensáveis:
- Evitar clicar em links recebidos por mensagens.
- Confirmar promoções diretamente no site oficial.
- Pesquisar o histórico de preço para não cair em falsas promoções.
- Conferir a reputação da empresa antes de comprar.
- Desconfiar de descontos exagerados na Black Friday.
Hoje, esses cuidados não são apenas recomendações — são a única forma de navegar com segurança em um ambiente digital cada vez mais complexo.
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Dicas finais para comprar bem na Black Friday
A principal estratégia para aproveitar a Black Friday sem riscos é o planejamento. Ter uma lista pronta evita compras impulsivas e reduz a chance de cair em golpes criados justamente para pegar consumidores despreparados. Saber o preço médio do produto ajuda a identificar maquiagem de desconto, prática comum nesta época do ano.
Outra dica essencial é verificar a reputação da loja, tanto no online quanto no físico. Isso garante uma experiência mais tranquila em relação a trocas, garantia e atendimento pós-venda. E, claro, é fundamental desconfiar de promoções que parecem milagrosas. Descontos altos demais são, na maioria dos casos, armadilhas.
Crédito da matéria original: E-Investidor / Estadão — matéria encontrada pela primeira vez neste site.
E você, como pretende comprar nesta Black Friday?
A segurança nas compras online está cada vez mais em pauta, e muitos consumidores estão voltando às lojas físicas para evitar golpes. Queremos saber: você pretende aproveitar as ofertas online ou vai às lojas físicas nesta Black Friday? Já teve alguma experiência com promoções suspeitas ou golpes digitais? Compartilhe sua opinião e ajude outros leitores a comprarem de forma mais segura!

