A confiança na Inteligência Artificial ainda não é suficiente para que o consumidor brasileiro utilize a tecnologia como principal ferramenta na hora de comprar. Apesar da familiaridade crescente com soluções digitais, um estudo recente mostra que a IA é vista mais como apoio do que como protagonista da jornada de consumo.
De acordo com levantamento da Bare International, os brasileiros utilizam Inteligência Artificial no dia a dia, mas mantêm cautela quando o assunto envolve decisões financeiras. A pesquisa indica que a tecnologia já faz parte da rotina da maioria, porém ainda precisa evoluir em transparência, segurança e clareza nas informações para ganhar maior adesão nas compras.
IA é parceira, mas não substitui buscas tradicionais
Embora a confiança na Inteligência Artificial esteja em crescimento, o estudo aponta que 56% dos consumidores combinam ferramentas de IA com métodos tradicionais de pesquisa. Plataformas como Google e Bing continuam sendo as principais fontes de consulta antes de uma decisão de compra.
Isso demonstra que a confiança na Inteligência Artificial ainda divide espaço com mecanismos tradicionais. O consumidor prefere confirmar dados em múltiplas fontes antes de finalizar uma aquisição.
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Segundo a pesquisa, 73,9% dos entrevistados não utilizam IA para pesquisar, comparar ou definir compras. Mesmo reconhecendo benefícios, a maioria ainda evita depender totalmente da tecnologia.
O que o consumidor espera da IA nas compras?

Para ampliar a confiança na Inteligência Artificial, os brasileiros desejam funcionalidades mais claras e objetivas. Entre as principais expectativas estão:
- Comparação de preços de forma transparente (40%)
- Recomendações mais detalhadas (21%)
- Solução automática de dúvidas, sem burocracia (20%)
Esses dados indicam que a confiança na Inteligência Artificial está diretamente ligada à praticidade e à clareza das informações apresentadas. O consumidor quer rapidez, mas sem abrir mão da segurança.
Principais receios que afetam a confiança na Inteligência Artificial
Mesmo com a popularização da tecnologia, alguns fatores ainda impactam negativamente a confiança na Inteligência Artificial. Os principais medos apontados são:
- Golpes e links falsos (23%)
- Informações imprecisas (22%)
- Questões relacionadas à privacidade de dados (19%)
Esses números mostram que a confiança na Inteligência Artificial depende fortemente de credibilidade e proteção digital. A preocupação com segurança é um dos maiores obstáculos para o avanço da IA no comércio eletrônico.
IA como aliada da racionalidade de compra
De acordo com Pedro Venturini, country manager da Bare International no Brasil, a tecnologia não substitui o fator humano.
“A IA é vista como aliada da racionalidade de compra, não como substituta da interação humana. O desejo por clareza, comparações objetivas e praticidade mostra uma demanda por tecnologia que simplifique escolhas”, afirma Venturini.
A declaração reforça que a confiança na Inteligência Artificial cresce quando a tecnologia atua como suporte estratégico, e não como substituição total da experiência humana.
Quem já usa IA nas compras percebe vantagens
Apesar da resistência da maioria, 26% dos entrevistados já utilizam IA na hora da compra. Entre os principais benefícios percebidos estão:
- Encontrar promoções (28%)
- Comparar preços (26%)
- Buscar informações técnicas (21%)
- Procurar recomendações (16%)
Esse grupo demonstra maior confiança na Inteligência Artificial, principalmente quando a ferramenta oferece economia de tempo e dinheiro.
Familiaridade com IA é quase total no Brasil
Outro dado relevante do levantamento mostra que 99% dos entrevistados afirmam saber o que é Inteligência Artificial. Além disso, mais de 90% já experimentaram mais de uma ferramenta.
A combinação entre ChatGPT e Gemini aparece como a mais frequente entre os usuários.
Ainda assim, a confiança na Inteligência Artificial varia conforme o contexto de uso. A maioria (72%) utiliza versões gratuitas, enquanto planos pagos dependem da percepção de valor agregado, como produtividade, recursos exclusivos ou maior segurança de dados.
Uso pessoal e profissional amplia contato com IA
A pesquisa também revela que 72% dos brasileiros utilizam IA tanto na vida pessoal quanto no ambiente de trabalho. Entre os que usam exclusivamente no trabalho, o ChatGPT lidera com 75% de preferência. No uso pessoal, o índice é semelhante (76%). Já entre aqueles que combinam os dois contextos, o uso ultrapassa 90%.
As principais finalidades incluem:
- Pesquisas e respostas rápidas (23%)
- Produção e revisão de textos (16%)
Mesmo com essa ampla adoção, a confiança na Inteligência Artificial para decisões de compra ainda não acompanha o mesmo ritmo.
O que falta para aumentar a confiança na Inteligência Artificial?
Os dados da Bare International indicam que o consumidor brasileiro não rejeita a tecnologia — pelo contrário, demonstra curiosidade e reconhecimento de seus benefícios. O que falta é consolidar a confiança na Inteligência Artificial por meio de:
- Transparência nos critérios de recomendação
- Segurança reforçada contra fraudes
- Informações verificáveis e comparações claras
- Garantias relacionadas à privacidade de dados
Empresas que investirem nesses pilares tendem a acelerar a adoção da IA na jornada de compra.
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O que o mercado precisa fazer para aumentar a confiança na Inteligência Artificial
A confiança na Inteligência Artificial ainda está em construção no Brasil quando o assunto é consumo. Embora a familiaridade com a tecnologia seja quase universal, a maioria dos brasileiros prefere combinar IA com buscas tradicionais antes de decidir uma compra.
O estudo da Bare International mostra que o caminho para ampliar a confiança na Inteligência Artificial passa por mais clareza, segurança e transparência. A tecnologia já é parte da rotina — agora precisa conquistar, definitivamente, a credibilidade do consumidor.
Confiança na Inteligência Artificial: você confia?
A confiança na Inteligência Artificial ainda divide opiniões na hora da compra.
E você, já usa IA para pesquisar ou comparar preços? Acredita que essa confiança vai crescer nos próximos anos?
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