A moda no Brasil já não pertence a um único canal de vendas. O consumidor brasileiro se tornou híbrido, combinando lojas físicas e e-commerce na mesma jornada de compra. Segundo a pesquisa Consumo de Moda no Brasil, realizada pela Opinion Box, quase 40% dos consumidores transitam entre o físico e o online na hora de adquirir roupas, calçados e acessórios.
Os dados mostram que 38% alternam entre os dois canais. Outros 29% priorizam lojas físicas, mas também utilizam o digital em determinados momentos. Já 23% focam mais no e-commerce, embora ainda recorram ao varejo tradicional. Apenas 9% compram exclusivamente em lojas físicas e somente 1% concentram suas compras apenas no ambiente online.
Esse comportamento confirma que a moda no Brasil está cada vez mais integrada, com consumidores buscando conveniência, preço e variedade independentemente do canal.
Frequência de compra revela consumo recorrente
A pesquisa mostra que a moda no Brasil segue um padrão de consumo regular, mas não necessariamente impulsivo. A maior parcela dos entrevistados (29%) compra itens de moda a cada dois ou três meses. Outros 24% realizam compras mensalmente, enquanto 22% compram a cada quatro ou seis meses.
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Isso indica que o consumo é planejado, com períodos definidos para renovação do guarda-roupa. A jornada de compra na moda no Brasil envolve pesquisa, comparação de preços e avaliação de promoções antes da decisão final.
Categorias mais compradas nos últimos meses

Nos três meses anteriores à pesquisa, os produtos mais adquiridos foram:
- Calçados (55%)
- Blusas (46%)
- Calças (40%)
- Roupas íntimas (36%)
Os números mostram que a moda no Brasil mantém forte demanda por itens essenciais e versáteis, que fazem parte do dia a dia do consumidor.
Ticket médio mensal em moda
O levantamento também detalha quanto os brasileiros gastam por mês com moda:
- 29% gastam entre R$ 101 e R$ 200
- 19% entre R$ 201 e R$ 300
- 21% entre R$ 301 e R$ 500
- 12% gastam acima de R$ 500
- 6% limitam os gastos a até R$ 50
Esses dados reforçam que a moda no Brasil movimenta diferentes faixas de renda, com predominância de consumo moderado.
O que influencia a decisão de compra?
Na escolha de onde comprar, três fatores lideram:
- Preço (74%)
- Qualidade dos produtos (70%)
- Promoções e descontos (66%)
Isso mostra que, na moda no Brasil, o valor percebido é decisivo. O consumidor avalia custo-benefício antes de concluir a compra, tanto no físico quanto no online.
Preferência por lojas físicas e digitais
No varejo físico, as lojas de departamento lideram com 78% da preferência dos consumidores. As lojas de bairro aparecem na sequência, com 44%, enquanto os outlets concentram 30% das compras. Esses números mostram que o ponto de venda tradicional ainda tem forte presença na jornada de compra.
Já no ambiente digital, 68% afirmam comprar em lojas de departamento e 66% utilizam os sites dessas próprias redes. Esse cenário reforça que, na moda no Brasil, as grandes marcas continuam dominando a preferência, mas manter uma presença digital estruturada é fundamental para garantir competitividade e relevância no mercado atual.
Motivos para comprar online
Entre os principais atrativos do e-commerce estão:
- Maior variedade de produtos (42%)
- Cupons e promoções (41%)
- Conveniência de comprar sem sair de casa (37%)
Por outro lado, quem evita comprar online aponta:
- Falta de meios de pagamento (47%)
- Entrega demorada (30%)
A evolução da moda no Brasil depende diretamente da melhoria da experiência digital, principalmente em logística e acessibilidade financeira.
Compras internacionais ganham espaço
A pesquisa mostra que 46% já compraram e continuam comprando moda em sites internacionais, enquanto 20% já compraram, mas deixaram de fazê-lo.
Entre os receios estão:
- Medo de taxação (39%)
- Medo de o produto não chegar (36%)
Ainda assim, 70% se declaram contra a taxação de compras internacionais para uso próprio. Mesmo enfrentando problemas como tamanho inadequado (45%), taxação (42%) e atrasos (33%), o consumidor segue interessado.
Esse cenário impacta diretamente o mercado de moda no Brasil, que precisa competir com preços e variedade globais.
Marcas mais reconhecidas
No ranking de marcas de roupas mais conhecidas:
- Renner (79%)
- Riachuelo (78%)
- C&A (78%)
- Hering (71%)
- Shein (70%)
- Zara (70%)
Entre as marcas de calçados:
- Havaianas (84%)
- Ipanema (75%)
- Melissa (72%)
A força das marcas consolidadas mostra como a identidade e o reconhecimento são estratégicos para a moda no Brasil.
Tendências, redes sociais e sustentabilidade
A influência digital tem papel decisivo na moda no Brasil. Mais da metade dos consumidores (56%) seguem marcas nas redes sociais, enquanto 49% acompanham influenciadores do segmento. Entre as plataformas, o Instagram se destaca com ampla liderança, sendo citado por 87% como principal canal para acompanhar tendências, marcas e criadores de conteúdo.
A sustentabilidade também ganha cada vez mais relevância na moda no Brasil. Para 44% dos entrevistados, o tema é importante, e outros 30% o consideram muito importante. Além disso, 41% afirmam dar preferência a marcas com práticas sustentáveis, e 35% dizem que pagariam mais por produtos alinhados a essa proposta. Apesar dos avanços, ainda existem desafios: 56% acreditam que a moda não é acessível para todos os tipos de corpos, e 42% relatam dificuldade para encontrar roupas no próprio tamanho com facilidade.
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O futuro da moda no Brasil é omnichannel
A moda no Brasil vive um momento de transformação estrutural. O consumidor não escolhe mais entre físico ou online — ele combina os dois. Preço, conveniência e variedade moldam decisões, enquanto sustentabilidade e inclusão ganham relevância.
Os dados da pesquisa Consumo de Moda no Brasil, da Opinion Box, mostram que o varejo precisa ser integrado, digital e estratégico para acompanhar essa nova jornada híbrida.
A tendência é clara: a moda no Brasil será cada vez mais omnichannel, competitiva e orientada pela experiência do consumidor.
Moda no Brasil: qual é o seu perfil de consumo?
A moda no Brasil está cada vez mais híbrida, mas queremos saber: você prefere comprar em lojas físicas, online ou também alterna entre os dois?
Você costuma pesquisar preços antes? Dá prioridade a promoções? Já teve experiência com compras internacionais? Acredita que a moda no Brasil está mais sustentável e inclusiva?
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