Nova estratégia da Americanas

Nova estratégia da Americanas após recuperação judicial investe no Nordeste e em nova experiência nas lojas

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A nova estratégia da Americanas marca um momento importante para a empresa após enfrentar uma das maiores crises corporativas do varejo brasileiro. Depois da descoberta de inconsistências contábeis bilionárias em 2023, a companhia passou por um amplo processo de reorganização financeira e operacional.

Agora, com cerca de 1.400 lojas espalhadas pelo Brasil, a empresa inicia uma nova etapa de reconstrução da marca e de fortalecimento do relacionamento com os consumidores.

Dentro desse cenário, a nova estratégia da Americanas prioriza três pilares principais: reorganização interna, valorização da experiência nas lojas físicas e foco em regiões com maior potencial de crescimento, especialmente o Nordeste.

Segundo executivos da companhia, o objetivo neste momento é consolidar as mudanças realizadas durante o processo de recuperação judicial antes de iniciar um novo ciclo mais acelerado de expansão.

O CEO da empresa, Fernando Soares, destacou que o momento atual exige consistência na execução da estratégia.

“É um ano muito importante para garantir que a gente passe por essa fase com muita consistência. A gente sabe para onde quer ir, mas precisa fazer um presente muito bem feito para poder ter um futuro muito bacana”, afirmou o executivo.

Nordeste se torna prioridade no plano de crescimento

Um dos principais focos da nova estratégia da Americanas é o fortalecimento da presença da empresa no Nordeste, região que vem apresentando forte crescimento econômico e grande potencial de consumo.

Executivos da companhia afirmam que o Nordeste já representa uma parcela importante do faturamento da rede e tende a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos.

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De acordo com Osmair Luminatti, a relação histórica da marca com os consumidores nordestinos ajuda a explicar o bom desempenho da rede na região.

“O Nordeste é uma área especial para nós. O cliente reconhece muito a nossa loja e tem um carinho grande pela marca”, afirmou.

Além do potencial comercial, a região também apresenta indicadores operacionais positivos para a empresa.

Segundo Luminatti, fatores como menor absenteísmo e maior valorização do trabalho nas lojas contribuem para resultados consistentes.

“Temos exemplos de funcionários que estão há mais de 40 anos trabalhando na mesma unidade”, destacou.

A nova estratégia da Americanas também considera o Nordeste uma das regiões com maior crescimento dentro da operação da companhia.

Expansão de lojas deve acontecer com mais cautela

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Outro ponto importante da nova estratégia da Americanas envolve a abertura de novas unidades físicas no país. Após um período de ajustes internos e fechamento de algumas lojas durante a crise, a companhia avalia retomar gradualmente o plano de expansão.

Segundo o CFO da empresa, Sebastian Durchon, o processo acontecerá de forma cuidadosa.

“Desde a crise, o trabalho foi muito mais de arrumar a casa. Tivemos que fechar algumas lojas naquele momento. Agora queremos voltar a abrir, mas com cuidado e de forma gradual”, explicou.

A nova fase exige mais critério na escolha de novos pontos comerciais. Executivos afirmam que, no passado, algumas unidades foram abertas em locais que não apresentavam o melhor fluxo de consumidores. Agora, dentro da nova estratégia da Americanas, a empresa pretende priorizar lojas em regiões de grande circulação.

Experiência nas lojas ganha destaque

Outro pilar importante da nova estratégia da Americanas é melhorar a experiência do consumidor dentro das lojas físicas. A empresa está testando novos formatos e layouts em algumas unidades, que funcionam como laboratórios para avaliar possíveis mudanças no modelo de operação.

O diretor de operações da empresa, Bruno Lourenço, explica que essas iniciativas ajudam a definir o futuro padrão das lojas.

“Estamos fazendo alguns ensaios para entender o que funciona melhor e caminhar para o próximo modelo de loja que queremos”, afirmou.

Segundo ele, em diversas cidades das regiões Norte e Nordeste a presença da rede possui forte valor simbólico para os consumidores.

“Em algumas cidades a loja da Americanas é a primeira opção de compra”, disse.

Esse vínculo emocional com a marca é considerado um ativo importante dentro da nova estratégia da Americanas.

Empresa avança para encerrar recuperação judicial

No campo financeiro, executivos afirmam que a companhia já cumpriu grande parte das obrigações previstas no plano de recuperação judicial.

De acordo com o CFO Sebastian Durchon, fornecedores foram pagos, ativos foram vendidos e diversas etapas do processo já foram concluídas.

“O plano foi aprovado há pouco mais de dois anos e já cumprimos todas as obrigações previstas”, explicou.

Com isso, a empresa agora se prepara para avançar para o encerramento formal do processo. A conclusão dessa etapa é considerada fundamental para fortalecer a credibilidade da nova estratégia da Americanas junto ao mercado e aos investidores.

Relação com consumidores permaneceu forte

Mesmo após a crise corporativa, executivos afirmam que o impacto na relação com os consumidores foi relativamente limitado. Segundo o CEO Fernando Soares, pesquisas internas indicam que grande parte do público continuou frequentando as lojas normalmente.

“Temos pesquisas que mostram que 92% dos nossos consumidores não entendem ou não têm ideia do que aconteceu em relação à fraude ou à crise”, disse.

Atualmente, cerca de 50 milhões de consumidores visitam as lojas da Americanas todos os meses, o que demonstra a força da marca no varejo brasileiro. Para a empresa, cada visita representa uma oportunidade de apresentar ao público a nova estratégia da Americanas.

Datas sazonais devem impulsionar nova fase

Entre os eventos comerciais mais importantes para a companhia está a Páscoa, considerada uma das principais datas de vendas da rede.

Segundo Fernando Soares, o período funciona como um momento estratégico para mostrar ao consumidor as mudanças implementadas pela nova estratégia da Americanas.

“A Páscoa para a gente é como se fosse um mês extra de vendas”, afirmou.

A expectativa da empresa é utilizar datas sazonais para fortalecer o relacionamento com os clientes e impulsionar novas categorias de produtos dentro das lojas.

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Novo posicionamento para o futuro do varejo

À medida que se aproxima de completar quase um século de atuação no Brasil, a empresa busca reposicionar sua presença no mercado nacional. A nova estratégia da Americanas pretende equilibrar presença física, experiência de compra e integração com canais digitais.

Para os executivos da companhia, o momento atual é de reconstrução e preparação para um novo ciclo de crescimento.

“É um ano de entrega e de melhoria de processos. A gente sabe para onde quer ir, mas precisamos garantir consistência agora para construir o futuro”, resumiu o CEO.

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Informações de jc.uol.

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