Nos últimos anos, o comércio eletrônico brasileiro tem passado por uma transformação significativa. Entre as mudanças mais relevantes está a forma como Shopee e Mercado Livre lidam com a logística reversa. O que antes era visto como um custo para as empresas, hoje se tornou uma oportunidade de negócio para pequenos empreendedores e um diferencial competitivo para os dois marketplaces.

Como pequenos negócios se tornaram aliados estratégicos
Atualmente, já existem mais de 7,5 mil pontos de coleta e retirada espalhados pelo Brasil, muitos deles localizados em papelarias, mercearias e lojas de bairro. A estratégia adotada pela Shopee e Mercado Livre é simples e eficiente: transformar pequenos estabelecimentos em pontos logísticos, garantindo conveniência para consumidores e novas receitas para empreendedores locais.
O Mercado Livre, pioneiro no modelo, opera mais de 4.500 Meli Places em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas, Curitiba e Brasília. Além de receberem um valor por pacote processado, os lojistas parceiros ganham em movimento: cerca de 40% dos clientes que retiram encomendas acabam comprando algo na loja, fortalecendo a economia local.
Exemplos que mostram o impacto da estratégia
A papelaria de Gloria de Paula, localizada no bairro da Bela Vista, em São Paulo, é um exemplo claro do impacto positivo dessa tendência. Parceira do Mercado Livre desde 2018, a loja processa aproximadamente 7 mil pacotes por mês. Hoje, mais da metade do faturamento do negócio vem diretamente dessa parceria. Durante a pandemia, esse sistema foi essencial para a sobrevivência da papelaria, garantindo fluxo de caixa mesmo em um período desafiador.
Gloria destaca a praticidade do modelo: “O motorista passa todo dia no horário certo para retirar ou entregar pacotes. É simples, eficiente e ainda traz clientes novos para dentro da loja.”
A expansão acelerada da Shopee
Seguindo o mesmo caminho, a Shopee já conta com mais de 3 mil agências parceiras em mais de 500 cidades brasileiras. Desde 2024, esses pontos funcionam como locais de postagem para vendedores, pontos de retirada para consumidores e de logística reversa. Em 2025, a empresa reforçou sua estratégia ao incluir pequenos comércios como locais oficiais de coleta, aumentando a capilaridade de sua rede logística.
Os resultados são visíveis: segundo pesquisas internas, 45% dos parceiros Shopee tiveram aumento de receita e 40% precisaram contratar novos funcionários para atender ao crescimento da demanda.
Um exemplo é o de William Mendonça, dono de uma loja de artigos plásticos em São Paulo. Depois de se tornar agência parceira da Shopee, ele passou a receber cerca de 300 pacotes por dia. O movimento atrai novos clientes e elevou o faturamento do negócio de forma consistente.
Benefícios para consumidores e lojistas
A estratégia da Shopee e Mercado Livre não beneficia apenas os empreendedores. Para os consumidores, a possibilidade de retirar ou devolver pacotes em horários flexíveis e em locais próximos de casa é um grande atrativo. Isso elimina filas, agiliza o processo e oferece mais liberdade de escolha.
Já para os comerciantes, além da remuneração fixa por pacote, existe a oportunidade de conquistar novos clientes. Muitos consumidores acabam comprando produtos no local enquanto retiram suas encomendas, o que aumenta a receita do negócio.
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Shopee e Mercado Livre como motores de inovação

O avanço da logística reversa mostra que Shopee e Mercado Livre estão redefinindo o setor de e-commerce no Brasil. Além de reduzir custos e otimizar rotas de transporte, esse modelo movimenta a economia de centenas de cidades, reforçando a importância do comércio local na engrenagem do varejo digital.
Ao investir na expansão desse sistema, os dois gigantes não apenas fortalecem sua competitividade, mas também criam um impacto social e econômico relevante para os pequenos empreendedores. Essa parceria entre marketplaces e comércios de bairro mostra que inovação e desenvolvimento local podem caminhar lado a lado.
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