O e-commerce no Brasil encerrou o ciclo de 2025 com números expressivos e um papel cada vez mais central na economia digital. Mesmo diante de oscilações pontuais no tráfego mensal, o setor acumulou 33,6 bilhões de acessos nos últimos 12 meses segundo a Conversion, consolidando um crescimento acelerado e demonstrando maturidade do mercado online brasileiro.
Esse desempenho reflete mudanças no comportamento do consumidor, o fortalecimento dos marketplaces e a expansão do uso de aplicativos de compras, fatores que seguem impulsionando o e-commerce no Brasil em diferentes segmentos.
Tráfego do e-commerce brasileiro fecha 2025 com leve retração mensal
Apesar do volume robusto anual, o mês de dezembro de 2025 apresentou uma queda de 5,3% no tráfego geral do comércio eletrônico. A retração foi observada tanto no acesso via navegadores, com redução de 5,5%, quanto nos aplicativos, que recuaram 4,8%.
Esse movimento é interpretado como um ajuste natural após períodos de forte sazonalidade, especialmente impulsionados por datas promocionais como Black Friday e Natal. Ainda assim, o acumulado anual reforça a força estrutural do e-commerce no Brasil, que mantém um patamar elevado de acessos e engajamento.
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Segmento infantil se destaca com maior crescimento do mês

Entre os diversos setores analisados, o segmento infantil foi o grande destaque de dezembro. O setor registrou crescimento mensal de 35,2%, superando com folga outros nichos do comércio eletrônico.
O desempenho positivo foi fortemente influenciado pela sazonalidade do fim de ano, período em que a busca por brinquedos e produtos infantis cresce de forma significativa. Empresas especializadas conseguiram aproveitar esse cenário favorável e ampliar sua visibilidade no e-commerce no Brasil.
Grandes varejistas impulsionam alta no setor infantil
Dentro do segmento infantil, algumas marcas tiveram papel decisivo no avanço do tráfego. A Ri Happy, por exemplo, apresentou uma expansão expressiva de 90,5% nos acessos mensais, mantendo a liderança no ranking do setor.
Outras empresas também contribuíram para o bom resultado, como a Somos Corujas, que avançou posições no ranking e reforçou sua presença digital. Esse movimento mostra como estratégias bem alinhadas às datas comemorativas podem gerar ganhos relevantes no e-commerce no Brasil.
Marketplaces seguem dominando o comércio eletrônico nacional
Mesmo com uma leve retração mensal de 3,6%, os marketplaces continuam sendo a principal força do e-commerce brasileiro. Essas plataformas concentram grande parte do tráfego total e funcionam como porta de entrada para milhões de consumidores.
O Mercado Livre mantém a liderança isolada, respondendo por 16% do market share de tráfego, seguido pela Shopee, com 12,5%, e pela Amazon Brasil, que aparece com 9,7%. Esses números reforçam a concentração de acessos e a relevância dos grandes players no e-commerce no Brasil.
A força do mobile no e-commerce brasileiro

No ambiente de aplicativos, o cenário se mostra ainda mais competitivo. A Shopee se destaca ao concentrar quase 40% de todo o tráfego mobile entre os marketplaces, evidenciando a preferência do consumidor por compras via smartphone.
O crescimento do acesso mobile indica uma tendência clara: o e-commerce no Brasil está cada vez mais conectado à experiência digital rápida, intuitiva e acessível, o que exige das empresas investimentos constantes em tecnologia e usabilidade.
Ajustes de mercado indicam maturidade do setor
A retração pontual registrada em dezembro não representa enfraquecimento do setor, mas sim um sinal de maturidade do e-commerce no Brasil. Após picos de consumo, o mercado tende a se estabilizar, mantendo bases sólidas para novos ciclos de crescimento.
Esse comportamento é comum em mercados digitais mais consolidados, onde o crescimento sustentável passa a depender não apenas de volume, mas também de fidelização, experiência do usuário e inovação.
Tendências e caminhos do e-commerce no Brasil para 2026
Com uma base de 33,6 bilhões de acessos anuais, o comércio eletrônico brasileiro inicia 2026 com expectativas positivas. A tendência é de maior integração entre canais físicos e digitais, expansão do social commerce e fortalecimento das vendas por aplicativos.
Além disso, setores nichados, como o infantil, devem continuar ganhando espaço, impulsionados por estratégias personalizadas e campanhas sazonais mais eficientes. O e-commerce no Brasil segue, assim, como um dos pilares do varejo moderno.
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Panorama final e próximos passos do e-commerce no Brasil
O desempenho do e-commerce no Brasil em 2025 confirma a consolidação do setor como um dos mais relevantes da economia digital. Mesmo com oscilações mensais, o volume expressivo de acessos, a força dos marketplaces e o crescimento de segmentos específicos mostram que o comércio eletrônico segue em trajetória positiva.
Para empresas e consumidores, o cenário reforça a importância de acompanhar as tendências do mercado digital e investir em experiências cada vez mais completas, seguras e acessíveis.
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