O impacto do e-commerce nos shoppings tem se tornado cada vez mais evidente no Brasil. Com consumidores mais digitais e cautelosos, o varejo físico enfrenta um cenário de mudanças profundas, marcado pela redução no fluxo de visitantes e pela necessidade de adaptação das lojas.
Nos últimos anos, a conveniência das compras online passou a influenciar diretamente a forma como as pessoas consomem. Essa transformação não apenas reduz a frequência de visitas aos shoppings, mas também muda completamente a lógica de funcionamento desses espaços.
Menos visitantes e queda nas vendas preocupam o setor
Um dos principais reflexos do impacto do e-commerce nos shoppings é a diminuição do fluxo de consumidores. Segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), as visitas mensais caíram 6,2% entre 2019 e 2025.
Mesmo com crescimento nominal no faturamento, o cenário real é mais desafiador. Quando ajustadas pela inflação, as vendas registraram uma queda de 25% no mesmo período, indicando perda efetiva no desempenho do varejo físico.
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Essa combinação de menos clientes e vendas enfraquecidas acende um alerta para lojistas, que passam a buscar alternativas para manter a rentabilidade.
Estratégias das marcas mudam com avanço do digital
O impacto do e-commerce nos shoppings também pode ser visto nas decisões estratégicas das grandes empresas. Com o crescimento das vendas online, muitas marcas estão reduzindo sua presença física e priorizando operações mais eficientes.
Um exemplo disso é a Allied, distribuidora responsável por grande parte das lojas Samsung no Brasil. Desde 2020, a empresa diminuiu sua rede de 180 para 95 unidades, focando em pontos com maior potencial de faturamento.
No segmento de celulares, a participação do online cresceu de 25% em 2020 para 45% atualmente, reforçando como o digital vem ganhando protagonismo. No varejo geral, o comércio eletrônico já supera os shoppings em faturamento, consolidando uma mudança que se intensificou após a pandemia.
Debate sobre horários ganha força entre lojistas

Com a redução do fluxo e o aumento dos custos operacionais, o impacto do e-commerce nos shoppings chega também à rotina de funcionamento das lojas. Muitos lojistas questionam se ainda vale a pena manter horários longos, como funcionamento até as 22h todos os dias.
A discussão gira em torno da necessidade de alinhar o horário de operação à demanda real de consumidores. Em dias e períodos com menor movimento, manter as lojas abertas pode gerar mais prejuízo do que lucro.
Além disso, debates sobre mudanças na escala de trabalho, como o modelo 6×1, reforçam a necessidade de revisar jornadas e tornar a operação mais sustentável.
Experiência passa a ser o diferencial dos shoppings
Diante desse cenário, o impacto do e-commerce nos shoppings não significa necessariamente o fim desses espaços, mas sim uma transformação no seu papel. Os shoppings deixam de ser apenas locais de compra e passam a investir mais em experiência.
Entre as principais estratégias adotadas estão:
- Ampliação de áreas de lazer e entretenimento
- Investimento em gastronomia diferenciada
- Realização de eventos e ativações
- Integração entre lojas físicas e canais digitais
Essas mudanças buscam atrair o consumidor oferecendo algo que o ambiente online não consegue substituir completamente.
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Shoppings buscam se reinventar em meio à pressão do e-commerce
O cenário atual mostra que o impacto do e-commerce nos shoppings é estrutural e continuará influenciando o varejo nos próximos anos. A queda no fluxo, o avanço do digital e os altos custos operacionais tornam inevitável a revisão de estratégias.
Lojistas e administradores precisam encontrar um equilíbrio entre presença física e digital, criando modelos mais eficientes e alinhados ao comportamento do consumidor moderno.
A tendência é que os shoppings evoluam para espaços mais híbridos, onde compra, lazer e experiência caminham juntos.
E você, o que acha dessa mudança nos shoppings?
O impacto do e-commerce nos shoppings está mudando a forma como compramos — e sua opinião faz parte dessa transformação.
Você prefere comprar online ou ainda gosta da experiência de ir ao shopping? Acredita que os horários devem mudar?
Informações de portal6

