A Cimed começou 2026 com uma estratégia que rapidamente chamou a atenção do mercado. A empresa alcançou a impressionante marca de 2 bilhões de visualizações orgânicas em apenas sete dias, impulsionada pela entrada de Toguro como Head de Comunicação.
A decisão de trazer uma figura conhecida do universo fitness e digital gerou debates no mercado, mas também mostrou resultados rápidos. A Cimed apostou em uma comunicação mais direta, autêntica e alinhada com a cultura das redes sociais, o que contribuiu para o alto nível de engajamento.
Esse movimento reforça uma mudança clara na forma como grandes empresas estão se posicionando: menos institucional e mais próxima do público jovem, altamente conectado e ativo nas plataformas digitais.
Nova fase da Cimed: entrada no e-commerce com marca própria
Além do impacto nas redes sociais, a Cimed também está avançando no digital com uma nova estratégia de negócios. A empresa anunciou o lançamento da marca Urso, sua primeira iniciativa nativa digital no segmento de suplementos.
Essa movimentação marca a entrada da Cimed no modelo D2C (direct to consumer), onde a venda é feita diretamente ao consumidor final, sem intermediários. A estratégia vem após experiências anteriores da empresa com outras marcas do segmento.
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O portfólio inicial contará com 32 produtos (SKUs), que já começam a ser enviados para influenciadores, fortalecendo ainda mais a estratégia de divulgação digital. A previsão é que as vendas para o público geral tenham início em meados de 2026.
A meta da farmacêutica é ambiciosa: atingir R$ 500 milhões em faturamento no primeiro ano completo e conquistar cerca de 10% do mercado nacional de suplementos.
Estratégia logística e foco no digital impulsionam crescimento

Segundo João Adibe Marques, a decisão da Cimed de investir no e-commerce está diretamente ligada ao comportamento do consumidor. Atualmente, cerca de 70% das vendas de suplementos no Brasil — um mercado estimado em R$ 7 bilhões — acontecem no ambiente digital.
Para competir com marcas já consolidadas, a Cimed pretende usar sua forte estrutura logística, que conta com 26 centros de distribuição espalhados pelo país. Além disso, a empresa deve utilizar tecnologia de geolocalização para otimizar entregas e reduzir prazos, que em algumas regiões chegam a até 15 dias.
Mesmo com essa expansão no e-commerce, a Cimed reforça que continuará investindo no modelo B2B em outras frentes, mantendo parcerias com farmácias e supermercados em todo o Brasil.
O que essa estratégia da Cimed revela sobre o mercado
O movimento da farmacêutica mostra como o marketing de influência e o e-commerce estão cada vez mais conectados. A combinação entre alcance massivo nas redes sociais e uma estrutura preparada para vendas diretas pode se tornar um diferencial competitivo importante.
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Ao apostar em nomes fortes da internet e em uma comunicação mais próxima do público, a Cimed não apenas aumenta sua visibilidade, mas também fortalece sua presença em um mercado altamente disputado.
O que você achou da estratégia da farmacêutica?
A entrada da farmacêutica no e-commerce com apoio de influenciadores pode mudar o jogo no mercado de suplementos? Você acha que essa estratégia vai dar certo ou é só hype do momento?
Você acredita que usar influenciadores como peça central pode realmente impulsionar vendas ou isso é só engajamento passageiro?
A marca já provou que consegue chamar atenção com números impressionantes, como os 2 bilhões de visualizações em apenas 7 dias. Agora, o desafio é transformar esse alcance em vendas consistentes dentro do e-commerce.
Informações de gironews

