O e-commerce no verão apresentou um cenário curioso no Brasil. Mesmo com o comércio eletrônico registrando crescimento expressivo no período, vários produtos tradicionalmente associados à estação tiveram queda nas vendas. Os dados são de um levantamento da Neotrust, que analisou o comportamento do consumidor durante duas temporadas consecutivas de verão.
Segundo o estudo, o comércio eletrônico brasileiro cresceu 13,3%, demonstrando que o setor continua em expansão. Porém, quando se observa apenas os itens diretamente ligados ao calor e ao lazer típico da estação, o resultado é diferente: houve uma queda de 3,6%.
Esse contraste mostra como o e-commerce no verão pode ser influenciado por fatores externos, especialmente o clima.
Crescimento do e-commerce mesmo com mudanças no consumo

Apesar da redução nas vendas de algumas categorias sazonais, o resultado geral do comércio eletrônico foi positivo. O crescimento de 13,3% nas vendas mostra que cada vez mais consumidores continuam utilizando a internet para fazer compras e aproveitar ofertas disponíveis nas lojas virtuais.
Especialistas explicam que o e-commerce no verão é impulsionado por diferentes fatores. Entre eles estão a maior confiança nas compras online, o crescimento dos marketplaces no Brasil, promoções típicas da estação e melhorias na logística, que tornam as entregas mais rápidas e eficientes. Além disso, a expansão de novas lojas digitais também contribui para esse avanço do setor.
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Mesmo com esse cenário favorável, o comportamento do consumidor pode mudar conforme as circunstâncias do momento. Produtos muito ligados ao clima, por exemplo, tendem a ter mais ou menos procura dependendo da intensidade do calor durante o período.
Produtos de verão registram queda nas vendas
Alguns itens típicos da estação tiveram retração significativa no último período analisado. Entre os produtos que apresentaram as maiores quedas estão:
- Camisetas com proteção solar UV para adultos: -45,7%
- Maiôs para adultos: -30,7%
- Sungas para adultos: -30,4%
- Piscinas infláveis: -19,4%
Esses números mostram que, mesmo com o avanço do e-commerce no verão, determinados produtos dependem muito das condições climáticas e do interesse imediato dos consumidores.
Outro item que também apresentou queda foi o ar-condicionado, com redução de 5,5% nas vendas no comércio eletrônico.
Ventiladores seguem tendência oposta
Enquanto alguns equipamentos perderam espaço, outros ganharam força nas compras online. Foi o caso dos ventiladores, que tiveram crescimento de 4,2% durante o período analisado.
Esse tipo de mudança reforça que o e-commerce no Verão acompanha diretamente as necessidades dos consumidores. Muitas vezes, as pessoas optam por soluções mais simples ou acessíveis dependendo da intensidade do calor.
Produtos que mais cresceram no verão
Mesmo com retração em parte do mercado, algumas categorias tiveram resultados bastante positivos no comércio eletrônico.
Entre os produtos com maior crescimento estão:
- Cadeiras para piscina e praia: +84,4%
- Caixas térmicas e coolers: +74,1%
- Barcos infláveis: +68%
- Guarda-sóis: +37,8%
- Acessórios para piscinas e praias: +36,2%
Esses dados indicam que o e-commerce no verão continua forte para itens ligados a lazer, viagens e momentos ao ar livre.
Temperatura mais baixa influenciou as vendas
De acordo com a pesquisa da Neotrust, um dos principais motivos para a queda em alguns produtos foi a diferença de temperatura entre os verões comparados.
No período 2023/2024, a média das temperaturas máximas no país foi de 29,3 °C. Já no verão 2024/2025, essa média caiu para 27,5 °C.
Em São Paulo, por exemplo:
- Verão anterior: 29,2 °C
- Verão atual: 27,2 °C
Essa mudança aparentemente pequena teve impacto direto no comportamento de compra dentro do e-commerce no verão.
O calor influencia diretamente o faturamento

Os dados mostram que quanto maior a temperatura, maior tende a ser o volume de vendas de produtos relacionados ao calor.
Segundo a análise do setor de Ar e Ventilação em São Paulo:
- Dias abaixo de 30 °C: faturamento médio diário de R$ 3,2 milhões
- Temperaturas acima de 30 °C: cerca de R$ 18,4 milhões por dia
- Temperaturas acima de 35 °C: aproximadamente R$ 27,4 milhões diários
Esses números deixam claro como o e-commerce no verão está diretamente conectado às condições climáticas e às necessidades imediatas dos consumidores.
O que os dados indicam para o mercado digital
O levantamento mostra que o comércio eletrônico segue em crescimento no Brasil, mas também destaca como o comportamento do consumidor pode mudar de acordo com diferentes fatores. No e-commerce no verão, por exemplo, as empresas precisam observar com atenção as mudanças na demanda para tomar decisões mais estratégicas.
Para lojistas e empresas do setor, entender esse cenário é importante para melhorar o planejamento do negócio. Isso inclui organizar estoques com mais eficiência, ajustar campanhas de marketing de acordo com o momento do mercado, identificar novas tendências de consumo e investir em produtos que tenham maior procura durante o período.
Outro ponto importante é acompanhar fatores externos que podem influenciar diretamente as vendas online. Elementos como temperatura e condições climáticas têm impacto no interesse dos consumidores e podem explicar oscilações na demanda dentro do e-commerce no verão. Por isso, analisar esses dados ajuda empresas a se prepararem melhor para cada temporada.
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O que os dados revelam sobre o consumo online no verão
O desempenho do e-commerce no verão mostra um cenário interessante: enquanto o comércio eletrônico segue em expansão no Brasil, algumas categorias específicas podem ter resultados diferentes dependendo das condições climáticas.
Com crescimento geral de 13,3%, o setor continua forte. Porém, a queda de 3,6% nos produtos sazonais revela que o comportamento do consumidor é cada vez mais dinâmico.
Os dados da Neotrust reforçam que fatores como temperatura, estilo de vida e preferência do público influenciam diretamente as vendas online. Para empresas do setor, acompanhar essas mudanças pode fazer toda a diferença nas estratégias de mercado.
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O comportamento do e-commerce no verão mostrou que o clima pode influenciar muito mais as compras online do que muitas pessoas imaginam. Mesmo com o crescimento geral do comércio eletrônico, alguns produtos típicos da estação tiveram queda nas vendas, enquanto outros surpreenderam com alta.
Agora queremos saber a sua opinião.
Você costuma comprar produtos de verão pela internet? O calor realmente influencia nas suas compras ou isso não faz diferença para você?

