Esquema bilionário de eletrônicos do Paraguai

Esquema bilionário de eletrônicos do Paraguai em grandes marketplaces é alvo de operação no Mercado Livre, Magazine Luiza e Shopee

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O esquema bilionário de eletrônicos do Paraguai foi exposto após uma grande operação da Polícia Federal e da Receita Federal que revelou um sistema altamente organizado de vendas ilegais em marketplaces populares no Brasil.

A investigação aponta que o esquema bilionário de eletrônicos do Paraguai utilizava plataformas conhecidas como Mercado Livre, Magazine Luiza e Shopee para comercializar produtos sem o pagamento de impostos, utilizando notas fiscais falsas e empresas de fachada para dar aparência de legalidade às transações.

A operação, realizada na quarta-feira (8), resultou na prisão de 20 pessoas e no cumprimento de dezenas de mandados em diferentes estados brasileiros.

Como funcionava o esquema bilionário de eletrônicos do Paraguai

De acordo com as autoridades, o esquema bilionário de eletrônicos do Paraguai era estruturado em diferentes núcleos, cada um com funções bem definidas. Essa organização permitia que o grupo operasse em larga escala, movimentando milhões de reais ao longo dos anos.

O primeiro núcleo era responsável pela compra dos produtos no Paraguai. Nesse estágio, integrantes negociavam eletrônicos como celulares, discos rígidos, robôs aspiradores, equipamentos de internet, ar-condicionado portátil, perfumes e tintas para impressoras — todos adquiridos a preços mais baixos devido à menor carga tributária no país vizinho.

Na sequência, entrava em ação o grupo encarregado do transporte. Os produtos eram trazidos ao Brasil de forma irregular, muitas vezes em comboios com motoristas, batedores e olheiros, numa tentativa de evitar a fiscalização.

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Após a entrada no país, o esquema bilionário de eletrônicos do Paraguai utilizava empresas de fachada para emitir notas fiscais falsas. Esse processo dava aos produtos uma aparência de regularidade, permitindo que fossem vendidos livremente nos marketplaces.

Empresas de fachada e lavagem de dinheiro

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Um dos pontos mais complexos do esquema bilionário de eletrônicos do Paraguai era o uso de mais de 300 empresas de fachada e cerca de 40 pessoas físicas ligadas diretamente à operação.

Além disso, pelo menos 10 pessoas atuavam como “laranjas”, cedendo seus dados para abertura de empresas e contas bancárias. Essa estratégia dificultava o rastreamento do dinheiro pelas autoridades.

Os valores obtidos com as vendas passavam por diversas contas e empresas, caracterizando um processo de lavagem de dinheiro. Dessa forma, o esquema bilionário de eletrônicos do Paraguai conseguia ocultar a origem ilícita dos recursos.

Outro detalhe que chamou atenção dos investigadores foi o fato de alguns integrantes se apresentarem nas redes sociais como empreendedores, vendendo cursos de e-commerce e importação para reforçar a aparência de legalidade.

Venda nos marketplaces e alcance ao público

Na etapa final, o grupo responsável pelas vendas anunciava os produtos em plataformas digitais amplamente utilizadas no Brasil, alcançando milhares de consumidores.

O esquema bilionário de eletrônicos do Paraguai operava principalmente dentro de marketplaces como Mercado Livre, Magazine Luiza e Shopee, utilizando contas aparentemente legítimas.

Entre os produtos vendidos estavam:

  • Celulares
  • HDs e dispositivos de armazenamento
  • Robôs aspiradores
  • Equipamentos de internet
  • Ar-condicionado portátil
  • Perfumes
  • Tintas para impressoras

A investigação revelou que, somente em uma das plataformas, houve movimentação de milhões de reais entre 2020 e 2024.

Operação Platinum e atuação das autoridades

A ação que desarticulou o esquema bilionário de eletrônicos do Paraguai foi batizada de Operação Platinum e teve início a partir de investigações iniciadas em agosto de 2022.

Ao todo, foram:

  • 20 pessoas presas
  • 1 suspeito foragido
  • 32 mandados de busca e apreensão cumpridos
  • Atuação em 6 estados brasileiros

As ações ocorreram no Paraná (Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Céu Azul), além de Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.

A operação contou com a participação de 102 policiais federais e 52 servidores da Receita Federal, entre auditores-fiscais e analistas tributários.

Posicionamento das empresas envolvidas

As empresas citadas no caso também se manifestaram sobre o esquema bilionário de eletrônicos do Paraguai e destacaram que colaboram com as autoridades.

O Mercado Livre informou que está em contato com a Polícia Federal e mantém colaboração ativa para identificar práticas irregulares.

A Shopee declarou que cumpre todas as leis e coopera com os órgãos responsáveis na prevenção de atividades ilícitas.

Já a Magazine Luiza afirmou que não foi oficialmente notificada, mas reforçou que exige a emissão de nota fiscal em todas as vendas realizadas em sua plataforma e possui mecanismos de controle para garantir conformidade.

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Impactos do esquema bilionário de eletrônicos do Paraguai no e-commerce

O caso do esquema bilionário de eletrônicos do Paraguai levanta um alerta importante para o setor de e-commerce no Brasil.

Além de causar prejuízos aos cofres públicos devido à sonegação de impostos, práticas como essa afetam diretamente vendedores que atuam de forma legal, criando uma concorrência desleal.

Para os consumidores, o risco também existe, já que produtos vendidos de forma irregular podem não ter garantia, procedência confiável ou suporte adequado.

A operação reforça a importância de maior fiscalização e do uso de tecnologias para identificar padrões suspeitos dentro dos marketplaces.

O que você acha desse esquema no e-commerce?

O caso do esquema bilionário de eletrônicos do Paraguai levanta uma discussão importante sobre segurança, fiscalização e confiança dentro dos marketplaces.

Você já comprou algum produto online e desconfiou da origem ou do preço muito abaixo do mercado? Ou acredita que as plataformas deveriam ter regras ainda mais rígidas para evitar situações como o esquema bilionário de eletrônicos do Paraguai?

Informações de g1.globo

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