Guerra no Irã afeta big techs

Guerra no Irã afeta big techs: Nvidia e Amazon fecham escritórios e funcionários do Google ficam presos em Dubai

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A guerra no Irã afeta big techs e já provoca impactos diretos nas operações de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo. Após ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no último fim de semana, companhias como Nvidia, Amazon e Alphabet Inc. adotaram medidas emergenciais para proteger funcionários e manter suas atividades no Oriente Médio.

Entre as decisões tomadas estão o fechamento temporário de escritórios, orientação para trabalho remoto e monitoramento constante da segurança dos colaboradores na região. Além disso, parte da infraestrutura tecnológica foi afetada por ataques, gerando instabilidade em serviços digitais e interrupções operacionais.

Nvidia fecha escritório e reforça suporte a funcionários

Uma das primeiras empresas a agir foi a Nvidia, que decidiu suspender temporariamente as atividades de seu escritório em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A medida foi anunciada em um comunicado interno enviado pelo CEO Jensen Huang a todos os colaboradores.

Segundo o executivo, a equipe de gestão de crise da empresa está trabalhando continuamente para garantir apoio aos funcionários e familiares afetados pela escalada da guerra no Irã e aumenta a preocupação com segurança em toda a região.

A empresa possui uma presença significativa em Israel, onde mantém cerca de 6 mil funcionários. O país abriga um dos principais centros de pesquisa e desenvolvimento da companhia fora dos Estados Unidos.

Esse crescimento no território israelense ocorreu após a aquisição da Mellanox Technologies pela Nvidia em 2019. Na época, a fabricante de chips pagou cerca de US$ 7,13 bilhões pela empresa israelense especializada em soluções de rede para data centers.

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De acordo com a Nvidia, até a manhã da última terça-feira todos os funcionários da companhia e seus familiares estavam em segurança, apesar da tensão crescente causada pelo conflito.

Amazon muda operações e registra danos em infraestrutura

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Outra gigante diretamente afetada pela situação é a Amazon, que também adotou medidas preventivas após a escalada da guerra no Irã.

A empresa orientou seus funcionários corporativos no Oriente Médio a trabalharem remotamente e seguirem recomendações das autoridades locais de segurança. A companhia mantém presença corporativa em diversos países da região, incluindo:

  • Emirados Árabes Unidos
  • Arábia Saudita
  • Jordânia
  • Kuwait
  • Egito
  • Turquia
  • Israel

Além dos escritórios, a empresa opera centros de distribuição e diversas instalações de computação em nuvem por meio da Amazon Web Services.

Parte dessa infraestrutura acabou sendo atingida durante os ataques recentes. Segundo a companhia, dois data centers da AWS localizados nos Emirados Árabes Unidos foram atingidos por drones, causando danos estruturais e interrupções no fornecimento de energia. Uma outra instalação da AWS localizada no Bahrein também sofreu impactos após um ataque próximo.

Esses incidentes provocaram instabilidade em alguns serviços da plataforma, como servidores virtuais e bancos de dados. Por causa disso, a empresa recomendou que clientes realizem backups de dados ou migrem operações para outras regiões até que os sistemas sejam totalmente normalizados.

Funcionários do Google ficam presos após cancelamento de voos

A Google, pertencente à Alphabet Inc., também enfrenta consequências indiretas do conflito. De acordo com informações divulgadas pela CNBC, dezenas de funcionários da empresa ficaram temporariamente presos em Dubai.

Os colaboradores estavam na cidade participando do evento anual de vendas Accelerate, organizado pela divisão de computação em nuvem da empresa.

Com o agravamento da crise regional, companhias aéreas passaram a cancelar rotas por questões de segurança, impedindo o retorno imediato de muitos participantes do evento.

Dados da consultoria de aviação Cirium indicam que mais de 11 mil voos foram cancelados no Oriente Médio desde o início dos ataques no fim de semana.

Em nota oficial, um porta-voz do Google afirmou que a empresa acompanha atentamente a evolução da situação.

“A situação no Oriente Médio está evoluindo rapidamente e estamos monitorando tudo com atenção. Nossa prioridade é a segurança e o bem-estar dos nossos funcionários.”

A empresa informou ainda que a maioria dos colaboradores afetados pelos cancelamentos de voos é da própria região.

Oriente Médio é estratégico para empresas de tecnologia

Nos últimos anos, Dubai se consolidou como um dos principais centros tecnológicos do Oriente Médio. A cidade concentra operações de vendas, infraestrutura em nuvem e desenvolvimento de produtos voltados para a região.

Outro polo fundamental é Tel Aviv, em Israel, que abriga centros de pesquisa de diversas empresas globais de tecnologia. O local também possui um dos maiores escritórios internacionais do Google.

Com a intensificação da guerra no Irã, empresas globais estão revisando protocolos de segurança e estratégias operacionais para proteger funcionários e manter a continuidade dos serviços.

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Analistas avaliam que, caso o conflito se prolongue, os impactos podem atingir ainda mais a infraestrutura digital da região e gerar reflexos em serviços de nuvem, logística e comunicação utilizados por empresas de todo o mundo.

Qual Sua opinião sobre como a guerra no Irã afeta big techs?

A guerra no Irã afeta big techs e já está causando impactos em empresas globais de tecnologia. Com escritórios fechados, infraestrutura afetada e funcionários enfrentando dificuldades para viajar, fica claro que a guerra no Irã afeta big techs de formas que vão além da política e chegam diretamente ao setor tecnológico.

Mas o que você pensa sobre isso? Você acredita que a guerra no Irã afeta big techs apenas no curto prazo ou pode trazer mudanças maiores para o mercado global de tecnologia? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião sobre como a guerra no Irã afeta big techs.

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