Perda de espaço dos marketplaces nacionais

Perda de espaço dos marketplaces nacionais acelera e participação despenca em apenas um ano

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A perda de espaço dos marketplaces nacionais se tornou um dos principais alertas do e-commerce brasileiro em 2026. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o SPC Brasil e a Offerwise Pesquisas, mostrou que as plataformas brasileiras perderam relevância de forma acelerada em apenas um ano, enquanto marketplaces internacionais consolidaram ainda mais sua presença entre os consumidores.

Os números mostram uma mudança importante no comportamento de compra online no Brasil. Hoje, o consumidor está cada vez menos preocupado se a plataforma é nacional ou internacional. O foco passou a ser preço competitivo, variedade de produtos, frete acessível e conveniência.

Marketplaces internacionais ampliam domínio no Brasil

Os dados da pesquisa revelam que 96% dos consumidores compraram em marketplaces internacionais nos últimos 12 meses. Já os marketplaces nacionais apareceram com 71% de participação entre os entrevistados.

Apesar de o número ainda ser alto, o mercado considera o resultado preocupante porque representa uma queda de 18 pontos percentuais em comparação ao ano anterior. A pesquisa evidencia como a perda de espaço dos marketplaces nacionais vem acontecendo de forma rápida diante da concorrência global.

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Entre as plataformas mais utilizadas pelos brasileiros aparecem:

  • Shopee com 73%
  • Mercado Livre com 63%
  • Amazon com 39%
  • Shein com 37%

Enquanto isso, empresas tradicionais do varejo brasileiro continuam relevantes, mas perderam espaço relativo:

  • Americanas com 29%
  • Magazine Luiza com 28%

O cenário reforça que a disputa deixou de ser apenas entre varejistas brasileiros. Agora, o comércio eletrônico nacional enfrenta gigantes globais que atuam com logística internacional integrada, grande escala operacional e forte poder de preço.

Consumidor prioriza preço, variedade e conveniência

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Outro ponto importante levantado pela pesquisa é que o consumidor brasileiro toma decisões cada vez mais racionais na hora da compra. O estudo mostra que os principais fatores considerados são:

  • Preço mais baixo — 43%
  • Frete mais barato — 38%
  • Maior variedade de produtos — 37%
  • Confiança na plataforma — 35%

Esses fatores ajudam a explicar a perda de espaço dos marketplaces nacionais, principalmente em categorias como moda, acessórios, beleza e itens para casa.

Segundo a pesquisa, 60% dos consumidores compraram produtos importados enviados diretamente de outros países. Além disso, cerca de 68,1 milhões de brasileiros realizaram compras internacionais no último ano.

Mesmo com a criação da taxa de 20% sobre compras internacionais acima de US$ 50, muitos consumidores continuam vendo vantagem em comprar fora do Brasil. Cerca de 47% afirmam que ainda compensa adquirir produtos internacionais em determinadas situações.

Mercado nacional ainda tem oportunidade de reação

Apesar do avanço das plataformas internacionais, a pesquisa também trouxe um dado considerado positivo para o varejo brasileiro. Segundo o levantamento, 60% dos consumidores afirmam que prefeririam comprar em sites nacionais caso os preços e a variedade fossem semelhantes aos encontrados nas plataformas estrangeiras.

Além disso:

  • 50% dos consumidores verificam primeiro se o produto existe em sites brasileiros
  • 47% comparam preços entre plataformas nacionais e internacionais antes da decisão final

Esses números mostram que a perda de espaço dos marketplaces nacionais não acontece por falta de interesse do consumidor nas empresas brasileiras. O principal problema está na competitividade.

Para especialistas do setor, os marketplaces nacionais precisarão investir em:

  • preços mais competitivos;
  • melhoria logística;
  • aumento do sortimento;
  • experiência do usuário;
  • fortalecimento da confiança da marca;
  • entrega mais rápida.

O mercado de e-commerce brasileiro entrou em uma nova fase, onde a concorrência acontece em escala global. Empresas que não conseguirem acompanhar as mudanças do comportamento do consumidor podem perder ainda mais relevância nos próximos anos.

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Concorrência global muda o jogo do e-commerce

A pesquisa da CNDL, SPC Brasil e Offerwise deixa claro que o cenário atual vai além de uma simples disputa entre empresas. O que está em jogo é a capacidade de competir em conveniência, preço e experiência de compra.

A perda de espaço dos marketplaces nacionais funciona como um sinal de alerta para todo o varejo digital brasileiro. O consumidor está mais conectado, compara preços em tempo real e busca a melhor oferta independentemente da origem da plataforma.

Se o varejo nacional quiser recuperar participação, será necessário acelerar investimentos em eficiência operacional, logística e diferenciação competitiva.

O que você acha?

A perda de espaço dos marketplaces nacionais ainda pode ser revertida nos próximos anos? Ou a tendência é que a concorrência internacional continue acelerando a perda de espaço dos marketplaces nacionais no e-commerce brasileiro?

Na sua opinião, quais mudanças poderiam ajudar a reduzir a perda de espaço dos marketplaces nacionais diante de plataformas como Shopee, Amazon e Shein?

Você acredita que preços mais competitivos e entregas rápidas podem diminuir a perda de espaço dos marketplaces nacionais?

Informações de cndl

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